Avanço da estiagem faz nove municípios do Amazonas decretarem emergência

O avanço da estiagem no interior do Amazonas levou nove municípios a decretarem situação de emergência. A queda no volume dos rios já causa impactos diretos no transporte fluvial, na chegada de suprimentos e nas atividades econômicas de populações urbanas e rurais da região.

Municípios afetados pelo avanço da estiagem

A lista de municípios em emergência é composta por Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Carauari, Eirunepé, Humaitá, Itamarati, Jutaí, Novo Aripuanã e São Paulo de Olivença.

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Jutaí foi a localidade mais recente a oficializar a medida, com decreto publicado na sexta-feira (11) no Diário Oficial dos Municípios. O documento cita a vazante acentuada nos rios Solimões, Jutaí, Riozinho, Copatana e Içapó, provocada pela escassez de chuvas na área.

Os municípios de Eirunepé e Itamarati, que estavam em estágio de alerta, também alteraram o status para emergência no dia 8 de setembro. Em Itamarati, dados da Defesa Civil Municipal indicam que o rio atingiu a marca de 7 metros, 60 centímetros abaixo do limite fixado para a cota de emergência. A alteração no leito do rio deixou 19 comunidades rurais isoladas, das quais 11 são aldeias indígenas, afetando diretamente 7.323 moradores.

Como a malha hidroviária é o principal meio de deslocamento na região, o recuo das águas prejudica o envio de itens básicos de sobrevivência, como água potável, medicamentos e alimentos. O cenário traz ainda prejuízos ao setor produtivo local, atingindo o trabalho na agricultura familiar, na pesca e na pecuária.

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