A estiagem no Amazonas deixou 562 comunidades isoladas e levou o governo estadual a decretar situação de emergência em saúde pública pelo período de 180 dias. A medida prevê o reforço das ações de assistência à população diante das dificuldades de acesso provocadas pela redução do nível dos rios.
Em localidades ribeirinhas, onde o transporte fluvial é a principal forma de deslocamento, a baixa dos rios compromete a circulação de moradores e de equipes de saúde. As condições também podem dificultar o transporte de pacientes e a entrega de medicamentos, equipamentos e outros materiais utilizados nos atendimentos.
Além dos problemas de acesso, a seca e as queimadas aumentam a preocupação com a saúde da população. A fumaça pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, enquanto a dificuldade de acesso à água potável eleva os riscos de desidratação e de enfermidades relacionadas às condições de saneamento.
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Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que demandam atenção específica durante o período de estiagem. As comunidades indígenas e ribeirinhas também estão entre as prioridades das ações previstas pelo governo estadual.
O decreto estabelece a atuação conjunta dos órgãos de saúde e vigilância para acompanhar as condições de atendimento nas áreas afetadas. Entre as medidas previstas estão o monitoramento dos estoques de medicamentos e oxigênio medicinal, da disponibilidade de leitos e da logística para o deslocamento de profissionais e pacientes.
A situação de emergência terá duração de 180 dias. Durante esse período, o governo estadual deverá acompanhar a evolução dos impactos da estiagem e das queimadas, além de avaliar as medidas necessárias para manter a assistência à população nas regiões afetadas.
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