Manaus participou de uma pesquisa nacional que avaliou a adesão de jovens ao uso da PrEP injetável de longa duração como estratégia de prevenção ao HIV. O estudo foi conduzido pela Fiocruz em seis cidades brasileiras e contou, na capital amazonense, com a participação da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).
A pesquisa reuniu 1.447 pessoas entre 18 e 30 anos atendidas pela rede pública de saúde. Os participantes puderam escolher entre a PrEP oral, tomada diariamente, e o cabotegravir de longa duração, administrado por meio de injeções a cada dois meses.
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Segundo os resultados do estudo, cerca de 87% dos participantes optaram pela versão injetável. Na etapa de extensão da pesquisa, realizada entre 2025 e 2026, a adesão às aplicações ficou em 89%.
Além de Manaus, participaram do trabalho centros de pesquisa e serviços de saúde do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Campinas e Florianópolis. O objetivo foi reunir dados sobre a utilização da PrEP injetável e produzir evidências que possam contribuir para futuras decisões sobre políticas públicas de prevenção ao HIV no país.
PrEP na rede pública de Manaus
Em Manaus, a pesquisa foi realizada dentro da estrutura pública de prevenção ao HIV. Atualmente, a Prefeitura disponibiliza gratuitamente a PrEP oral em Unidades de Saúde da Família distribuídas pelas diferentes regiões da cidade.
A profilaxia é destinada a pessoas a partir dos 15 anos que estejam sexualmente ativas e apresentem maior possibilidade de exposição ao HIV. Antes de iniciar o tratamento, o usuário passa por avaliação, incluindo teste para HIV, e deve manter acompanhamento periódico na unidade de saúde.
A PrEP reduz o risco de infecção pelo HIV, mas não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorreia e clamídia. Por isso, os serviços de saúde recomendam a combinação da profilaxia com outras medidas preventivas, incluindo o uso de preservativos.
O cabotegravir de longa duração ainda está em processo de avaliação para uma possível oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados obtidos no estudo, que teve Manaus entre os centros participantes, fazem parte das evidências utilizadas para avaliar a utilização da modalidade injetável no país.
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