Mais de 60 empreendedores amazônicos participaram, nesta semana, no Espaço CBA de Inovação, em Manaus, de uma mentoria coletiva com o empresário Eduardo Ourivio, fundador do Grupo Trigo, responsável por marcas como China in Box, Spoleto, Koni, Gendai e Casa do Pão de Queijo.
Realizada pelo Impact Hub Manaus, Azô Capital de Impacto, Idesam, Amaz, Grupo Trigo e Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), a iniciativa contou, ainda, com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
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O encontro da rede de food service reuniu negócios de impacto da Amazônia, com foco em empreendedores das cadeias de café, cacau e peixe, em uma manhã dedicada à troca de experiências, geração de conexões estratégicas e aproximação com importantes players do mercado alimentício.
De acordo com a cofundadora do Impact Hub Manaus e da Azô Capital de Impacto, Juliana Teles, a iniciativa reforça o compromisso das instituições com o fortalecimento do empreendedorismo na região.
“Nosso objetivo é fomentar o empreendedorismo, a inovação social e olhar para o desenvolvimento de negócios amazônicos para elevar ainda mais o nível de acesso a mercado e oportunidades, porque potencial não falta”, destacou.
A programação também buscou ampliar o diálogo entre empreendedores locais e organizações que atuam no fortalecimento da bioeconomia.
“Quando a gente olha para a Amazônia, vê produtos e histórias muito fortes, que precisam ganhar escala e organização para acessar mercados maiores. Além de ter um bom produto, é preciso construir marca, garantir padrão e entender o consumidor. Iniciativas como essa são importantes para conectar atores em diferentes estágios, acelerar o crescimento e gerar negócios competitivos em nível nacional”, pontuou Eduardo Ourívio, do Grupo Trigo, um dos maiores grupos de culinária do Brasil.
Durante o encontro, os participantes tiveram a oportunidade de ouvir experiências do setor alimentício, compartilhar desafios e identificar caminhos para escalar seus negócios, com foco na valorização de produtos e cadeias produtivas da Amazônia.
“Nosso foco é o abacaxi, mas temos também tucumã, maracujá, cupuaçu, coco e outras frutas. Pretendemos expandir nossa operação e participar desse evento foi nota mil, porque a gente aprende com quem sabe e leva muita coisa boa, só tenho a agradecer, estou muito feliz”, Sebastião da Silva, Cooperativa dos Produtores Rurais da Comunidade Sagrado Coração de Jesus (Ascope), Vila do Engenho, região de Itacoatiara.
“Eventos como esse são importantes para fazer a conexão e potencializar a cadeia produtiva da sociobioeconomia. Precisamos dessas iniciativas para entender como acessar esses mercados, empoderar e articular nossos empreendedores”, ressaltou Analice Pereira Carvalho, da INV Amazônia.
Carlos Henrique Carvalho, do Centro de Bionegócios da Amazônia, destacou que a mentoria conectou produtores, cooperativas, donos de restaurantes e de fábricas, além de CEOs de startups. “O Eduardo trouxe a forma como ele enxerga o potencial da Amazônia e como conectar isso com o mercado. Esse é o papel do CBA, ser esse hub de conexão da bioeconomia na Amazônia, com o apoio do Impact Hub Manaus”, considerou.
Para Geyce Ferreira, do Instituto Arapyaú, a construção de conexões diretas é um passo estratégico para o crescimento desses negócios.
“Queremos entender como conseguimos colaborar com a expansão dos negócios locais e impulsionar o acesso aos mercados sem a necessidade de intermediários. Esperamos que as portas abertas e conexões feitas aqui resultem em bons negócios sendo fechados”, afirmou.
