A Polícia Civil do Amazonas concluiu o inquérito sobre a morte de Raelyson da Silva, de 6 anos, ocorrida no dia 18 de julho, no município de Itapiranga, no interior do estado. A investigação apontou que o pai da criança, Reulist Valente Miranda, não teve intenção de matar o filho e alterou o enquadramento inicial do caso.
Reulist, que havia sido preso em flagrante por homicídio doloso qualificado, passará a responder por maus-tratos qualificados pelo resultado morte. Segundo a polícia, a mudança ocorreu após a análise de provas, depoimentos e imagens que indicaram que a ação teria ocorrido durante uma tentativa de aplicar um castigo físico.
De acordo com o delegado Aldiney Nogueira, titular da 38ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), os elementos reunidos durante a investigação apontaram que o objetivo do suspeito não era causar a morte da criança, mas que houve uso inadequado de um objeto durante a agressão.
O caso aconteceu no bairro Novo Horizonte. Conforme o inquérito, Reulist teria deixado o filho responsável por vigiar uma peça de carne enquanto saiu para receber por um serviço. Ao retornar, percebeu que o alimento não estava mais no local e teria usado uma mochila para agredir o menino como forma de punição.
A investigação apontou que dentro da mochila havia duas facas. Durante a agressão, uma delas atingiu a região toracolombar esquerda da criança, causando uma lesão renal. O pai levou o filho para atendimento médico em uma unidade de saúde do município, mas o menino não resistiu aos ferimentos.
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Polícia descartou homicídio doloso
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil descartou o enquadramento por homicídio doloso e também a hipótese de homicídio culposo. O caso foi encaminhado à Justiça com a nova tipificação criminal.
O crime de maus-tratos qualificado pelo resultado morte prevê pena de quatro a 12 anos de reclusão. A legislação prevê ainda aumento de pena quando a vítima tem menos de 14 anos.
O inquérito foi finalizado dentro do prazo legal para casos com prisão de suspeitos. Reulist Valente Miranda continua preso após a Justiça decretar a prisão preventiva.
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