Produção industrial do Amazonas sofre queda de 11,3% em junho, aponta IBGE

A produção industrial do Amazonas caiu 11,3% em junho de 2026, na comparação com maio, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o pior entre os 17 locais pesquisados no país.

Na comparação com junho de 2025, a indústria amazonense registrou retração de 10%. Com o resultado, o estado acumulou queda de 2,1% nos últimos 12 meses, atingindo o menor nível da série histórica analisada.

A retração de junho ocorreu após o desempenho registrado até maio e atingiu diferentes segmentos da indústria. Entre as dez atividades pesquisadas no estado, seis apresentaram queda em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O principal recuo foi registrado na fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, que caiu 27,9%. O setor químico teve redução de 16,4%, enquanto a fabricação de outros equipamentos de transporte, que inclui a produção de motocicletas, recuou 14,5%.

Também apresentaram resultados negativos os segmentos de máquinas e materiais elétricos, com queda de 9,4%; produtos diversos, com -8,3%; e bebidas, com retração de 3,9%.

Apesar do resultado geral, quatro atividades registraram crescimento no período. A maior alta foi observada na produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, que avançou 145,3% na comparação anual.

A fabricação de produtos de borracha e material plástico cresceu 16,4%. Já a produção de máquinas e equipamentos aumentou 1,9%, enquanto os produtos de metal tiveram alta de 0,3%.

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Amazonas tem maior queda de produção entre os estados pesquisados

O desempenho do Amazonas ficou abaixo dos demais locais analisados pelo IBGE em junho. Dos 17 estados incluídos na pesquisa, 11 registraram queda na produção industrial na comparação com maio, três apresentaram estabilidade e apenas três tiveram crescimento.

O Rio Grande do Sul registrou a maior alta, de 3,7%, seguido pela Bahia, com 2,7%, e Mato Grosso, com 1,6%.

Entre os estados com retração, São Paulo apresentou queda de 3,2% e o Espírito Santo, de 3,4%. Já Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Maranhão não tiveram variação significativa no período.

No Amazonas, o resultado de junho foi influenciado principalmente pela redução na produção de eletrônicos, produtos químicos e equipamentos de transporte. O avanço da fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis foi o principal resultado positivo entre as atividades pesquisadas.

Os dados do IBGE mostram que, além da queda registrada na passagem de maio para junho, a indústria amazonense também apresentou retração na comparação anual e no acumulado de 12 meses.

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