O Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM) informou que 21 empresas do Polo Industrial de Manaus adotaram a liberação preventiva de trabalhadores após o vazamento de vapores de estireno registrado na última quarta-feira (15), no Distrito Industrial. A entidade também cobrou providências das autoridades e das empresas para garantir a segurança dos funcionários antes da retomada das atividades.
Na quinta-feira (16), o sindicato divulgou um levantamento parcial com as empresas que dispensaram os trabalhadores como medida preventiva. Segundo a relação, adotaram a medida as empresas LG, PST, Digiboard, Compal, Positivo, Boreo, GBR, Royal Max, Harman, Solutions 2 Go, Ledstar, HDL, Grupo Multilaser, Gertec, Electrolux, Moto Honda, Yamaha, Astemo Brake, Sakura, Yasufuku e Cal-Comp.
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De acordo com o Sindmetal-AM, a lista é parcial e poderá ser atualizada à medida que novas informações forem confirmadas.
Sindicato reforça atuação após o acidente
Em nova nota divulgada nesta quinta-feira, o sindicato informou que ampliou sua estrutura de atendimento para acompanhar os trabalhadores afetados pelo incidente.
Segundo a entidade, “desde as primeiras horas, o Sindmetal-AM reforçou sua equipe de atendimento e ampliou a atuação da ouvidoria para receber denúncias, relatos e pedidos de apoio”.
O sindicato afirmou ainda que atuou diretamente junto às empresas localizadas no entorno da ocorrência, cobrando a liberação preventiva dos trabalhadores diante do risco de exposição ao produto químico e dos relatos de sintomas apresentados durante o expediente.
Além disso, informou ter encaminhado documentos às empresas, à Defesa Civil Estadual e à Defesa Civil Municipal solicitando informações sobre as medidas de segurança adotadas, os protocolos de emergência, as condições ambientais e as providências tomadas para proteger os trabalhadores.
Entidade cobra parecer técnico
O Sindmetal-AM cobra das autoridades a divulgação de um parecer técnico conjunto, conclusivo, transparente e acessível, contendo informações sobre:
- as condições atuais da qualidade do ar;
- se ainda existe risco à saúde dos trabalhadores;
- quais áreas e empresas podem retomar as atividades com segurança;
- a partir de qual data o retorno poderá ocorrer;
- quais medidas de proteção deverão ser adotadas pelas empresas; e
- quais critérios técnicos serão utilizados para autorizar a retomada das atividades.
A entidade também defende que os trabalhadores dispensados em razão do acidente não sejam obrigados a compensar posteriormente as horas não trabalhadas por decisão unilateral das empresas.
Segundo o sindicato, qualquer proposta nesse sentido deve ser discutida previamente com a entidade, respeitando a legislação trabalhista, os acordos coletivos e a participação dos trabalhadores.
Orientação aos trabalhadores
O Sindmetal-AM orienta que qualquer trabalhador que apresente sintomas como dor de cabeça, tontura, náusea, irritação nos olhos, dor de garganta, dificuldade para respirar, desmaio ou qualquer outra alteração no estado de saúde procure imediatamente atendimento médico.
A entidade também recomenda que os trabalhadores realizem os exames indicados e guardem atestados, laudos, receitas e demais documentos relacionados ao atendimento, para eventual necessidade futura.
Presidente cobrou providências imediatas
Logo após o vazamento, na quarta-feira (15), o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, também afirmou que a entidade passou a cobrar medidas urgentes para garantir a segurança dos trabalhadores.
“A diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos já está cobrando atitudes imediatas das autoridades e do sindicato patronal. Trabalhador nenhum deve colocar sua vida em risco respirando fumaça ou odor tóxico. A saúde e a integridade física de cada companheiro e companheira são prioridades absolutas, não há produção que valha mais do que uma vida. Estamos monitorando de perto a situação ao redor das fábricas atingidas e exigindo a liberação imediata dos setores afetados até que a Defesa Civil garanta total segurança para o retorno”, declarou.
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