O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (22), documentos para autorizar a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A medida ocorre após o desafio lançado ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que, por sua vez, condicionou a divulgação dos próprios dados à análise dos documentos apresentados pelo presidente.
A equipe jurídica de Flávio informou que pretende examinar o material antes de autorizar a abertura dos sigilos. A advogada Maria Claudia Bucchianeri também defendeu o acesso a informações relacionadas ao patrimônio de Lula, ao uso de cartões corporativos e à circulação nos palácios presidenciais.
A campanha do presidente afirma ter apresentado a documentação necessária e atendido às condições levantadas pelos representantes do senador. Já a equipe de Flávio sustenta que a análise prévia dos documentos é necessária antes de tomar uma decisão sobre a divulgação dos dados.
O tema ganhou espaço na disputa eleitoral às vésperas do último debate presidencial, previsto para esta sexta-feira (23), na TV Globo. A discussão sobre a transparência das informações pessoais e financeiras passou a integrar o embate entre os dois candidatos.
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Flávio também é citado em uma investigação da Polícia Federal relacionada a um suposto pedido de R$ 134 milhões ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, os recursos seriam destinados ao financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação continua em andamento, sem conclusão definitiva sobre as suspeitas.
A abertura dos sigilos de Lula e as condições apresentadas pela campanha de Flávio mantêm o assunto no centro da disputa política nesta reta final da campanha presidencial.
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