Trio é condenado por morte de homem com 18 tiros em Manacapuru

Três homens foram condenados pelo homicídio de Alexandro de Souza Barcelar, morto em abril de 2021, no município de Manacapuru, no interior do Amazonas. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri em Manaus, após a Justiça determinar o desaforamento do processo em razão de suspeitas de tentativa de interferência na composição do conselho de sentença.

Os réus Anthony Soares Loiola, Lauro Patrício Augusto de Lima e Sidnei Nazaré dos Santos foram condenados, respectivamente, a 19 anos, 22 anos e 19 anos e três meses de reclusão, todos em regime inicial fechado. Anthony e Lauro, que já estavam presos preventivamente em Manaus, participaram do julgamento e negaram a autoria do crime. Já Sidnei Nazaré dos Santos permanece foragido.

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A transferência do julgamento para a capital ocorreu após denúncia de que um dos acusados teria tentado cooptar pessoas previamente convocadas para atuar como juradas na Comarca de Manacapuru. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e anexado aos autos da Ação Penal nº 0602008-77.2021.8.04.5400, levando a Justiça a considerar comprometida a imparcialidade do julgamento no município.

Na sentença, a juíza Maria da Graça Giulietta Cardoso de Carvalho destacou a extrema brutalidade da ação criminosa. Conforme a dosimetria da pena, a vítima foi atingida por pelo menos 18 disparos de arma de fogo, muitos efetuados à curta distância e direcionados a regiões vitais do corpo.

O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri em Manaus. Um homem segue foragido
O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri em Manaus

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na noite de 16 de abril de 2021, na Rua Regina Fernandes, bairro Aparecida, em Manacapuru. Os acusados chegaram ao local em quatro motocicletas, cercaram pessoas que estavam na calçada e perguntaram por um homem conhecido como “Sapinho”. Após identificarem Alexandro de Souza Barcelar, efetuaram diversos disparos, causando sua morte ainda no local.

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Segundo as investigações, momentos antes do homicídio, Sidnei Nazaré dos Santos havia sofrido uma tentativa de homicídio e recebeu a informação de que Alexandro, conhecido como “Sapinho”, estaria envolvido no atentado. A partir dessa suspeita, ele reuniu os demais acusados para localizar a vítima e executar o crime.

Da decisão, ainda cabe recurso por meio de apelação.

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